A OGX Petróleo e Gás S.A. ("OGX") é uma empresa do mercado de óleo e gás e possui licença para ser operadora de petróleo. Atualmente, a Companhia está produzindo no Campo de Tubarão Martelo que está em operação desde dezembro de 2013. A Companhia também possui participação de 40% no Bloco BS-4 que está em fase de desenvolvimento e está localizado na Bacia de Santos.

Em novembro de 2007 a companhia captou aproximadamente US$1,3 bilhão por meio de uma colocação privada de ações, o que forneceu recursos para a participação na 9ª Rodada de Licitação da ANP. Nesta rodada, a OGX adquiriu o direito de concessão de blocos exploratórios nas bacias de Santos, Campos, Espírito Santo e Pará-Maranhão.

Em junho de 2008, a Óleo e Gás Participações S.A ("OGpar") realizou sua Oferta Pública de Ações, onde foram captados recursos na ordem de R$ 6,7 bilhões em uma oferta 100% primária, tornando-se a maior já realizada no Brasil até então. Os recursos foram destinados à campanha de exploração e desenvolvimento das descobertas de sua subsidiária OGX.

Em setembro de 2009, a perfuração no bloco BM-C-43, localizado na Bacia de Campos, deu início à campanha de perfuração da OGX como operadora em seus blocos.

Ainda em setembro de 2009, como forma de expandir seu portfólio, a OGX adquiriu 70% de participação em sete blocos exploratórios terrestres na bacia do Parnaíba. No intuito de reforçar o posicionamento na região, em setembro de 2011, a OGX adquiriu 50% de participação em mais um bloco na mesma bacia. Em paralelo, a OGX firmou um acordo com a Eneva S.A., antiga MPX Energia S.A., com objetivo de formalizar a intenção de comercializar o gás a ser produzido e a transferência da participação da OGX para uma nova sociedade de propósito específico, Parnaíba Gás Natural S.A ("PGN"), antes denominada OGX Maranhão S.A, da qual a OGX detinha 66,7% e a Eneva 33,3% do capital social.

Adicionalmente, a OGX, adquiriu cinco blocos exploratórios em três bacias terrestres na Colômbia: Cesar-Ranchería, Vale Inferior do Madalena e Vale do Médio Madalena. Em fevereiro e março de 2011, a Companhia assinou os contratos de concessão para os cinco blocos exploratórios adquiridos. Em maio de 2012, a OGX devolveu o bloco VMM-26, na bacia do Vale Médio Madalena na Colômbia.

Em janeiro de 2012, a OGX deu início a produção de seu primeiro óleo através do Teste de Longa Duração (TLD), na Bacia de Campos, no Campo de Tubarão Azul e em dezembro de 2013, a Companhia iniciou sua produção no campo de Tubarão Martelo, também localizado na Bacia de Campos.

Visando buscar oportunidades de crescimento, em dezembro de 2012, a OGX celebrou um contrato de farm-in com a Petrobrás tendo como objetivo a aquisição e participação de 40% no Bloco BS-4, localizado na Bacia de Santos. Os demais parceiros da empresa nesta concessão são a Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A., com 30% de participação e a operação e a Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda., com 30%.

Em maio de 2013, a Companhia participou da 11ª Rodada de Licitações organizada pela ANP e, dentre o total de treze ofertas vencedoras, a Companhia assinou contratos de concessão para quatro blocos de águas profundas, situados nas bacias do Ceará e Potiguar. Nestes blocos, foram firmadas importantes parcerias, com destaque para a ExxonMobil, Total E&P e QGEP.

Em Outubro de 2013, a OGpar e a OGX celebraram um acordo de subscrição com a Cambuhy Investimentos Ltda., Eneva S.A. e DD Brazil Holdings S.a.r.l (E.ON) segundo o qual a Cambuhy e a E.ON concordaram em investir na antiga OGX Maranhão - atual Parnaíba Gás Natural (PGNSA) - R$200.000,00 e R$ 50.000,00 respectivamente. Em função do aumento de capital, a posição OGX na PGN foi reduzida de 66,7% para 36,36%.

O ano de 2013, no entanto, foi marcado por uma situação de desiquilíbrio na estrutura de capital das Companhias, que resultou no pedido de recuperação judicial da OGpar e OGX, em 30 de outubro, como forma de preservação e continuidade dos seus negócios. Diversas ações foram implementadas com o objetivo de redimensionar e adequar as operações da Companhia aos recursos disponíveis, tais como adequação da estrutura organizacional, redução de despesas administrativas e busca de parcerias para a modalidade de farm-out como forma de redução dos investimentos de capital.

Como medida de reestruturação financeira, no segundo semestre de 2013, visando eliminar a dívida e recapitalizar a Companhia, foi celebrado o "Plan Support Agreement‘‘ em 24 de dezembro de 2013, com os detentores da maioria dos títulos de dívida emitidos pela OGX , através do qual os mesmos concordaram, dentre outras medidas, em apoiar o Plano de Recuperação Judicial da Companhia.

Ainda como continuação da reestruturação e em virtude da ausência de perspectivas concretas de rentabilidade futura, a OGX fez inúmeros desinvestimentos.

Em fevereiro de 2014, a Companhia comunicou a ANP a devolução das áreas exploratórias de Tulum, Viedma, Vesúvio e ltacoatiara, na Bacia de Campos, e das áreas de Curitiba, Belém e Natal, na Bacia de Santos e em março de 2015, realizou a devolução do Campo de Rêmora, na Bacia de Campos por ter se mostrado um projeto economicamente inviável devido às estimativas de volumes de óleo recuperáveis.

Em dezembro de 2014, a OGX concluiu a venda de 100% dos blocos localizados nas bacias do Vale Inferior Magdalena ("VIM-5" e "VIM-19) e de 100% dos direitos econômicos permanecendo como operadora dos blocos localizados nas bacias de Cesar Ranchería ("CR-2", "CR-3" e "CR-4").

Em março de 2015 a Companhia internalizou as atividades de operações e manutenção da plataforma FPSO OSX-3 que opera no Campo de Tubarão Martelo, de forma a reduzir os custos de produção.

Em Agosto de 2015 após negociações com os credores da plataforma FPSO OSX-1, a OGX suspendeu temporáriamente a produção no Campo de Tubarão Azul e a plataforma foi desmobilizada em janeiro de 2016. Após o período de 12 meses de suspensão, a Companhia solicitou a devolução da concessão do referido campo para a ANP.

No dia 24 de Março de 2016 a Companhia firmou um acordo com a Eneva, no qual se comprometeu a subscrever parte das novas ações ordinárias a serem emitidas no âmbito de Aumento de Capital privado da Eneva, mediante a contribuição da totalidade de sua participação acionária detida na PGN no momento da subscrição ("Participação OGX"). Após a homologação do referido Aumento de Capital, a OGX passou a deter 6,22% de participação acionária na Eneva S.A..

Atualmente, a OGPar e OGX tem praticado melhores esforços para preservar o valor das garantias aos credores, incluindo a participação da OGX no BS-4, e a sua participação acionária na Eneva; e para cumprir todos as exigências de seus Planos de Recuperação Judicial. Ademais, as Companhias têm adotado medidas agressivas para se adaptar ao cenário adverso dos preços de petróleo focando na execução e na produção e ao mesmo tempo reduzindo os custos.